Onda de humor com o terror: o caso Pingo Doce no 1 de Maio

“aproveite o 1 de maio e trouxe 30 quilos de paio
e mais 300 caixas de ovo, parecia a guerra do Kosovo (…)
tenho iogurte até 2032,
pena que a validade acaba amanhã ou depois” [Café da Manhã]

Ontem, dia 1 de maio, dia do trabalhador no mundo todo, o supermercado Pingo Doce resolve fazer uma promoção avassaladora: compre 100 euros e pague 50, ou melhor, 50% de desconto a partir de 100 euros. Eu, distraída como sempre, saí para comprar algumas coisas para o almoço pela manhã do dia 1. Quando chego no Pingo Doce próximo à minha casa, não encontro cestinhas, carrinhos, nada (que estranho!). Noto logo uma certa confusão no supermercado, mas sem muito saber bem porquê. Continuar lendo

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Obrigada, Santuza.

[Este guest post foi escrito pela Janet Gunter]

Demorei para sentar e escrever isso. Perder a Santuza subitamente foi como perder uma floresta, uma floresta viva que conheci há mais duma década – que sabendo que ela ainda existe, ajuda-me a respirar, sentir-me bem neste mundo. O escritor Wallace Stegner escreveu:

 “The reminder and the reassurance that [wilderness] is still there is good for our spiritual health even if we never once in ten years set foot in it.”

Vou falar da minha chegada ao cantinho da floresta da Gávea que era a Santuza para mim.

Quando eu cheguei no Brasil para uma curta estadia na PUC-RIO, eu já tinha o email “expresso2222” – o que atraiu-me à lingua portuguesa, ao país-continente, foi desde o início a música, que eu consumia na minha adolescência através dos LPs do meu pai. Ele próprio, puro gringo como eu, pegou “o bicho” nos anos 60, tocando bossa nova, e viajando pelo Brasil como estudante.

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“mini tributo” à Santuza Cambraia Naves

Conheci a Santuza durante a minha graduação na PUC-Rio, entre os anos de 1997 e 2000. Tinha 19 anos. O departamento de Ciências Sociais e Política da PUC-Rio vivia um momento muito especial, tinha acabado de se reerguer e ao que me lembro, as primeiras “novas” turmas formaram-se dois ou três anos antes de mim, ainda não era o melhor curso de ciências sociais do estado do Rio de Janeiro (desculpa lá, como dizem por aqui, mas tenho orgulho disso! :p). A gente vivia na “casinha” do departamento como uma grande família, mesmo pequena em número. Ali todo mundo sabia o nome de todo mundo e as relações eram bem próximas.

Foi nessa atmosfera que conheci a Santuza, minha professora de Antropologia da Música e de tantas outras disciplinas que fiz com ela relacionadas a arte. Já não fossem os temas das aulas profundamente interessantes, Santuza tinha um modo muito próprio de dar aulas, um tom de voz muito particular também, uma risada e um sorriso contagiante e, claro, um cigarrinho fumado de um jeito muito Santuza, que entrava ali na aula como parte necessária do cenário. Sem o cigarro não era a mesma coisa, não era Santuza. E tudo isso acontecia no ar mais tranquilo possível… Ir para a aula da Santuza era como entrar num atmosfera à parte. Continuar lendo

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O Brasil tem cara

Eu sempre achei que brasileiro não tinha cara, que não era identificado pelo tipo físico, tanta é a variedade de tipos que existem no país. É possível identificar um brasileiro no exterior sendo também brasileiro, principalmente o turista, porque pela roupa logo se nota, e também pelo jeito de andar. Mas foi aqui em Portugal que eu descobri que brasileiro tinha cara.

Eu não sou a pessoa mais  cheia de brasilidade, tenho alguns países dentro mim, algumas culturas que gosto de dialogar. Também não tenho o tipo mais “carioca”, cidade que morei a maior parte da minha vida. Mas é aquela coisa de família, ne? Só eu posso falar mal do Rio e do Brasil. Continuar lendo

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o miúdo de bicicleta


Belíssimo filme, não podia deixar de comentar. A moral da história é que erros, equívocos, julgamentos errados que nos levam a ações erradas são cometidos o tempo todo por todos nós, mas é numa situação limite, de vida ou de morte, ou de um real perigo, que a verdadeira índole e o caráter de uma pessoa ficam evidentes e transparentes. Belo questionamento para o quase último dia do ano… Certamente belo filme para fechar 2011 com uma bela mensagem!

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O Porto é lindo…

….e pulsante.

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Crise Mundial: uma perspectiva carioca-brasileira

Tentando fugir um pouco da temática “crise”, que domina o noticiário português num esforço claro de aumento de pânico da população “Rede Globo style”, mudo para um canal de séries. Descubro que a série WEEDS aqui é chamada ERVAS (!!), e que a chamada é: “Em tempos de crise…”, e segue com algo como “a pessoa precisa se virar” (desculpa, meu ouvido traduz imediamente para o PT-BR). O tema aqui é mesmo único: “crise”. E eu sigo sem entender o que é “crise” aqui, já que nunca vivi fora de uma no Brasil. Ponto pras diferenças (sociais? econômicas?) Continuar lendo

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