A morte das Midias Sociais?

Neste texto o autor, Mike Schaffner, faz uma análise e crítica interessante sobre o uso das midias sociais como ferramenta de marketing, seus atuais problemas e possíveis caminhos. O autor também debate a questão das políticas de privacidade das midias sociais e a mudança (ou não) de seu público alvo.

Spams, hackers e políticas de privacidade estão matando as midias sociais?

Autor: Mike Schaffner (Publicado originalmente no site Forbes.com)

As midias sociais existem em diversos formatos e sabores com novidades a toda hora e algumas lentamente desaparecendo. Algumas se tornam tão inúteis, que raramente usamos ou lembramos que existem.Eu comecei usando Twitter, Facebook, Flickr e LinkdIn, além do meu blog, mas tenho ficado cada vez mais desinteressado pelas midias sociais . Nunca fui um ávido usuário de twitter. Agora fico geralmente dias sem nem ao menos entrar para ler.

A razão para isto não é que tenha deixado de ser novidade, mas que está cada vez menos prazeiroso usar estas ferramentas devido ao excesso de spams permanente nas midias sociais. Uma exagerada propaganda está tomando conta desta midia. E a maior preocupação  é que a invasão de privacidade não está me parecendo boa. Até mesmo minha filha que é estudante universitária reclama dessas mesmas questões.

A maioria das pessoas que sigo no Twitter parecem somente fazer propagandas. O crescente número de marketeiros de internet visando obter algum lucro, está dominando o Twitter na tentativa de ensinar  técnicas para melhorar negócios através dessas ferramentas.

Não é que os negócios não tenham um espaço em ferramentas com o Twitter. É que existem formas de usar este espaço para um presença coorporativa, sem que seja somente através da propaganda. Um exemplo disso é  Scott Monty, responsável pelas midias sociais da Ford. Monty fala “com os clientes” ao invés de “para os clientes”.

As midias sociais também tem sido alvo de hackers, algumas vezes para pegar seus dados, sequestrar sua conta para o uso de spams ou phishing,ou pelo simples prazer de causar dano. Seja qual for a razão, isto somente faz com que pessoas deixem de usar cada vez mais as midias sociais.

Quando usamos a tecnologia das midias sociais, estamos colocando nossos dados pessoais “na grande nuvem” da rede e, muitas vezes, sob termos e condições que de fato entregam nossas informações para a empresa proprietária da ferramenta. A popularidade do Facebook fez com que uma atenção maior tivesse que ser dada às políticas de privacidade, e já foi diversas vezes alterada devido a pressão da opinião pública.

Os termos de uso do Facebook inicialmente diziam que a empresa tinha direito perpétuo ao conteúdo e poderia usar como quisesse estas informações. Os termos foram alterados para que o Facebook tivesse direitos sobre o conteúdo do usuário de acordo com as opções de privacidade escolhidas em seu perfil, ou até que o conteúdo fosse apagado pelo usuário e por aqueles com quem compartilhou as informações. Mesmo com estas melhoras nos termos de uso, as regras do Facebook ainda o permitem usar o conteúdo do usuário como bem entender.  Isto é algo que a maioria das pessoas não se interessa em ler ou saber.

Então as midias sociais estão morrendo? Não, não estão  e ainda vão existir por muito tempo. Mas iremos ver uma quantidade significativamente maior de porcarias em seu uso. Minha previsão é que enquanto tecnologias de midias sociais como Twitter e Facebook continuarem a crescer em termos de quantidade, o número de pessoas experimentando por um tempo, se disiludindo e desistindo também irá aumentar. Acredito que os usuários atuais irão cada vez usar menos estas ferramentas.

Isto significa que eu errei em defender o uso das midias socias no mundo coorporativo? Penso qu e não. Eu continuo defendendo isto, porque penso que veremos muitas mudanças nas políticas de uso dessas ferramentas até chegar num ponto em que iremos provavelmenete pagar para evitar spam e manter a nossa privacidade. Será uma nova área de serviços prestados a usuários.

Estes serviços serão extendidos ao mundo corporativo das empresas, que encontrarão neles soluções para manter a sua privacidade com mais segurança. Mas a mola propulsora disso tudo será o momento em que os executivos vão começa a se perguntar : “Por que sei mais sobre estranhos no Facebook do que sobre meus próprios funcionários?”

Este tipo de serviço será a grande mudança neste universo virtual. Uma mudança inevitável.

*Mike Shaffner é diretor de Tecnologia da Informação na Valve and Measurement Group, em Cameron, Houston. Tem como objetivo inspirar negócios  criados com base em um gerenciamento de TI. Ele bloga no Beyond Blinking Lights and Acronyms e pode ser seguido no Twitter como mikeschaffner.

* Texto traduzindo livremente a partir de original em inglês.

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Arquivado em facebook, midias sociais, twitter

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