Em 2009, o mercado da música digital só cresceu (e o do vinil também!)

Muita especulação foi feita acerca do futuro da música digital. Mas julgando pelos resultados de uma recente pesquisa da Nielsen sobre o mercado americano, a música só cresceu em 2009.

A pesquisa diz que ocorreu um aumento de 2,1% de 2008 para 2009, com a venda de  1,16 milhões de faixas digitais (aumento de 8,3% em relação a 2008) e 76,4 milhões de álbuns digitais (um salto de 16,1%). Na verdade, 40% das vendas em música no ano de 2009 foram no formato digital.

Os artistas que mais venderam foram bastante previsíveis: Michael Jackson, Taylor Swiff, The Beatles, Lady Gaga e Susan Boyle são alguns dos mais bem sucedidos. Isto sinaliza que a cultura pop (e sucessos instantâneos na internet) ainda dominam o mercado da música.

Além do florescimento do mercado digital da música, a venda de discos de vinil aumentou em 33% neste último ano. Entusiasmados compradores de vinil levaram para casa 2,5 milhões de discos. O melhor disso é que, dois de cada três discos foram comprados em lojas de música alternativa. Entre os Top 10 estão Radiohead, The Beatles, Michael Jackson, Mettalica, Wilco, Bob Dylan, Animal Collective, Pearl Jam, Bon Iver e Iron & Wine.

Estes resultados não são ainda encontrados no Brasil e uma das razões mais evidentes é a ausência da loja online da iTunes não existir ainda no Brasil. A iTunes fica com uma grande fatia do mercado de venda de músicas digitais e já se diz até que se faz mais dinheiro com digital do que as antigas gravadoras faziam com discos gravados. Ou seja, a antiga reclamação das grandes gravadores não tem mais razão de ser, basta se adaptar ao mercado e ao novo consumidor.

A Nielsen não forneceu dados específicos sobre o mercado musical brasileiro em seu website, mas os dados sobre compra e venda online na América Latina apontam para um aquecido e animador consumo no Brasil. Entre os países da América Latina, o Brasil é o número 1 em consumidores que já realizaram compras online, com um total de 87% dos entrevistados e um total Latam de 79%. A pesquisa diz que 39% dos consumidores brasileiros não fica mais de 1 mês sem realizar uma compra online. Já no resultado sobre o produto mais consumido, os eletrônicos ainda chegam em primeiro lugar, deixando a música como o o sétimo mais vendido, atrás também de livros, Dvds, jogos, passagens aéreas, software e outros.

Um dos maiores problemas enfrentados pelas gravadoras e selos, tanto grandes como pequenas no caso do Brasil ainda é a pirataria. A grande verdade é que o brasileiro não tem medo de baixar música, o que já não acontece em outros países. Não é só um cultura de não querer pagar show, música também, o que deixa os músicos numa situação bastante complicada. Mas a web está ai para ajudar a encontrar soluções (não só de pirataria) de se vender música. Só não vale ter preguiça de pesquisar, batalhar e aprender todo um novo conjunto de técnicas e jeitos de se promover um trabalho. O mais importante de tudo também é a liberdade do artista, de vender ou liberar para baixar conforme a sua vontade. A música já deixou de ser aquilo que sai dos auto-falantes, é um pacote de produtos. Quem achar que musica é só um CD e quiser vender CD somente, está é frito no novo cenário artístico cultural. Quem tem qualquer dúvida disso, preste atenção no que a banda Radiohead fez com seu último trabalho.

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Arquivado em download, indústria da música, música, música digital, selos e gravadoras

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