A São Paulo de João Artacho Jurado

Hoje o Urbanices vem com um tema bem urbano: prédios. Totalmente por acaso ontem, assisti um programa no GNT sobre arquitetura (Casa Brasil?) que tinha como foco o Isay Weinfeld, um arquiteto que respeito muito e gosto de tudo que descubro que é dele. Nesse programa, o Isay, um admirador da versatilidade do urbanismo de São Paulo, onde tudo cabe, se encaixa, e compõe a cidade, falou de João Artacho Jurado, “criador” de vários prédios interessantíssimos e super exóticos construídos em sua maioria nas décadas de 40 e 50.  Para o Isay, os edifícios do Artacho tem “humor” e “graça”, algo necessário e bastante ausente na arquitetura atual. Assim que vi as imagens dos prédios pela TV, fiquei completamente apaixonada pelo estilo criado pelo Artacho Jurado e imediatamente me bateu uma vontade súbita de ir a Sampa só pra observar estes prédios com a atenção devida. Não precisa muito pra atiçar minha paixão por São Paulo…

Não é exatamente fácil encontrar informações sobre João Artacho Jurado na internet, mas aqui vão algumas:

“João Artacho começou a trabalhar na década de 1930 e sua produção se aprofundou nas décadas de 40 e 50. Apesar de não ser arquiteto, Artacho Jurado idealizava os prédios e pedia para algum arquiteto assinar as plantas. Artacho não frequentou escolas pois seu pai, que era anarquista, se recusava a deixar seu filho jurar a bandeira, cerimônia obrigatória nas escolas da época.
Sua arquitetura reflete os sonhos hollywoodianos do pós-guerra em uma mistura de estilos e linguagens: o moderno, o nouveau, o déco e o clássico. Visando a classe média-alta e alta, seus edifícios eram projetados com uma série de serviços e opções de lazer: piscina, terraço com bar na cobertura, onde eram promovidas as festas de inauguração.

Constantemente fiscalizado pelo CREA, nas placas de suas obras seu nome não podia figurar em tamanho maior do que o nome do engenheiro responsável. No entanto, Artacho Jurado dificilmente obedecia à imposição, aumentando a ira de alguns arquitetos, que consideravam ultrajante sua atuação profissional, visto que ele não era arquiteto formado. O reconhecimento de suas obras foi tardio, uma vez que nunca lhe foi permitido assiná-las.” (Wikipedia)

Edifícios em São Paulo:

Edifício Duque de Caxias – 1947 – Rua Barão de Campinas, 243 (esquina com Duque de Caxias), Centro

Edifício Pacaembú – 1948

Edifício Piauí – 1949

Edifício Cinderela – 1956 – Rua Maranhão, 163 (esquina com Rua Sabará), Higienópolis

Edifício Viadutos – 1956 – Viaduto Maria Paula, Centro

Edifício Planalto – 1956 – Rua Maria Paula, Consolação

Edifício Parque das Hortênsias – 1957

Edifício Saint-Honoré – 1958 – Av. Paulista

Edifício Louvre – 1958 – Av. São Luiz,192 – Centro

Edifício Bretagne – 1959 – Av. Higienópolis

Curiosidade:

Pra quem quiser ver um prédio do Artacho Jurado em movimento, basta assistir o vídeoclipe recentemente lançado da cantora Marina Lima, todo gravado no Edifício Viadutos, no centro de São Paulo. Quando comecei a ver os prédios criados pelo Artacho, imediatamente lembrei do terraço incrível deste vídeo da cantora.  Não foi difícil confirmar a informação. Este prédio como cenário do vídeo da cantora provalmente não é coincidência, já que Isay Weinfeld dirige o novo show de Marina Lima, o “Clímax”… : )

Alguns links:

Livro: Artacho Jurado: Arquitetura Proibida – Ed. Senac

Comunidade sobre Artacho no Flickr

Página sobre Artacho Jurado no Facebook

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