Arquivo da categoria: cidade

Onda de humor com o terror: o caso Pingo Doce no 1 de Maio

“aproveite o 1 de maio e trouxe 30 quilos de paio
e mais 300 caixas de ovo, parecia a guerra do Kosovo (…)
tenho iogurte até 2032,
pena que a validade acaba amanhã ou depois” [Café da Manhã]

Ontem, dia 1 de maio, dia do trabalhador no mundo todo, o supermercado Pingo Doce resolve fazer uma promoção avassaladora: compre 100 euros e pague 50, ou melhor, 50% de desconto a partir de 100 euros. Eu, distraída como sempre, saí para comprar algumas coisas para o almoço pela manhã do dia 1. Quando chego no Pingo Doce próximo à minha casa, não encontro cestinhas, carrinhos, nada (que estranho!). Noto logo uma certa confusão no supermercado, mas sem muito saber bem porquê. Continuar lendo

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O Brasil tem cara

Eu sempre achei que brasileiro não tinha cara, que não era identificado pelo tipo físico, tanta é a variedade de tipos que existem no país. É possível identificar um brasileiro no exterior sendo também brasileiro, principalmente o turista, porque pela roupa logo se nota, e também pelo jeito de andar. Mas foi aqui em Portugal que eu descobri que brasileiro tinha cara.

Eu não sou a pessoa mais  cheia de brasilidade, tenho alguns países dentro mim, algumas culturas que gosto de dialogar. Também não tenho o tipo mais “carioca”, cidade que morei a maior parte da minha vida. Mas é aquela coisa de família, ne? Só eu posso falar mal do Rio e do Brasil. Continuar lendo

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O Porto é lindo…

….e pulsante.

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Crise Mundial: uma perspectiva carioca-brasileira

Tentando fugir um pouco da temática “crise”, que domina o noticiário português num esforço claro de aumento de pânico da população “Rede Globo style”, mudo para um canal de séries. Descubro que a série WEEDS aqui é chamada ERVAS (!!), e que a chamada é: “Em tempos de crise…”, e segue com algo como “a pessoa precisa se virar” (desculpa, meu ouvido traduz imediamente para o PT-BR). O tema aqui é mesmo único: “crise”. E eu sigo sem entender o que é “crise” aqui, já que nunca vivi fora de uma no Brasil. Ponto pras diferenças (sociais? econômicas?) Continuar lendo

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A São Paulo de João Artacho Jurado

Hoje o Urbanices vem com um tema bem urbano: prédios. Totalmente por acaso ontem, assisti um programa no GNT sobre arquitetura (Casa Brasil?) que tinha como foco o Isay Weinfeld, um arquiteto que respeito muito e gosto de tudo que descubro que é dele. Nesse programa, o Isay, um admirador da versatilidade do urbanismo de São Paulo, onde tudo cabe, se encaixa, e compõe a cidade, falou de João Artacho Jurado, “criador” de vários prédios interessantíssimos e super exóticos construídos em sua maioria nas décadas de 40 e 50.  Para o Isay, os edifícios do Artacho tem “humor” e “graça”, algo necessário e bastante ausente na arquitetura atual. Assim que vi as imagens dos prédios pela TV, fiquei completamente apaixonada pelo estilo criado pelo Artacho Jurado e imediatamente me bateu uma vontade súbita de ir a Sampa só pra observar estes prédios com a atenção devida. Não precisa muito pra atiçar minha paixão por São Paulo… Continuar lendo

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deliciosas diferenças da lingua portuguesa – um aperitivo

Se tem uma coisa que me divirto é com as diferenças entre o português falado pelas diversas nações lusas. Abaixo reproduzo delicioso mini-diálogo com uma amiga que mora atualmente em Angola, mas que viveu em Portugal toda a sua vida.

amiga – Chiça! O facebook é uma maravilha. Bué amigos perdidos que já encontrei por estas paragens:-)

eu –  Chiiiiiça!!!! O que quer dizer isso?

amiga – Chiça=bolas. Serve para o vosso “nossa”.

eu – chiiiiiça!

amiga – E há ainda quem use a expressão: chiça penico! Mas isso é para os labregos:-)

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Quando a covardia vira “legítima defesa”

Costumo escrever sobre assuntos mais leves, mas a minha revolta é tão grande com o que aconteceu no Massa Crítica, que senti a necessidade de escrever sobre isso. Eu ainda não tinha visto o vídeo do atropelamento em massa que aconteceu em Porto Alegre na sexta. Eu não sabia que as imagens eram tão chocantes… Tomei um susto. Foi uma mistura de choque com o acidente em si com uma revolta e indignação com um ato tão covarde e injustificável.

As imagens feitas por um ciclista são bem claras… Pessoas pacificamente andando de bicicleta em grupo, sorrindo, nenhum ato de violência no prostesto, nada, mais pacífico impossível… Do nada, esse monstro passa atropelando dezenas de pessoas e pra completar, não presta socorro. É, esperar que depois de ato tão covarde e desumano este monstro fosse parar era esperar demais…

Choque maior foi hoje ao ler que o monstro se apresentou na delegacia alegando ter sido legítima defesa, que ele fez isso para defender a vida dele e do filho de 15 anos dentro do carro. Eu só queria saber legítima defesa de agressão do quê quando o vídeo mostra claramente que não tem nenhum movimento estranho, nenhum barulho, nenhuma violência, NADA que possa comprovar esta alegação absurda de que seu carro estava sendo agredido e que um vidro foi quebrado. São dezenas de pessoas contra um monstro. E ai justiça? Vai acreditar em quem?

Tenho pena desse filho de 15 anos, que provavelmente teve que compactuar com a versão insana de um pai covarde. Desculpem o tom, mas estou realmente revoltada.

Abaixo o vídeo. Aviso: as imagens são fortes!

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